quinta-feira, janeiro 26, 2006


As lágrimas que correm
As lágrimas que correm
Pelo teu rosto descontroladas
Fazem-me sentir inútil
Sem saber como ampará-las
O choro inconsolável
Num soluçar aflitivo
Um pedido de ajuda
Que eu, infeliz... não consigo
Que aperto e que desespero
De ser mãe e ver sofrer
No meu regaço encolhida
Minha razão de viver!
Quem me dera fosse eu
Tão aflita e tão doente
Resistia, tinha forças
Não sofria duplamente!
Ver a minha pequenina
Febril e sem reacção
Olhos tristes desamparada
E eu aqui sem solução!
Quão fraca e tola me sinto
Incapaz de socorrer
De que serve tanto amar
Sem mais nada que fazer!
Amo com todas as forças
Com carinho... mas impotente
Quem me dera, minha linda
Que não estivesses doente!
Horas se passam na noite
E eu fico sempre a ouvir
Um soluçar, uma chamada
Que me chame a intervir
Encosto-me na tua cama
Fico quieta a ouvir
Se dormes profundamente
Ou começas a tossir!
Dói tanto quando choras
Mais ainda se me chamas
Porque será que é tão longo
O tempo que não melhoras!
Durante o dia que trabalho
São longas horas a fio
A pensar como te sentes
Se estás bem ou se tens frio!
Na esperança de quem melhora
Teus olhos brilham como ouro
Tu sabes que a mãe te adora
Minha vida... meu tesouro!